
Fazendo uma pesquisa curta com a expressão chave “Flamengo e a grande mídia” em um site de busca na internet vi que a maioria das noticias e artigos encontrados referem-se ao favorecimento da mídia ao Clube de Regatas do Flamengo, com destaque para aquela polêmica de 1987.
Mas o assunto que pretendo abortar nesse espaço não é 1987, polêmica em que o Sport, CBF e alguns setores da grande mídia (principalmente depois do apoio do São Paulo F.C.) transformaram em uma grande paranóia.
Na busca verifiquei há existência de artigos (muito poucos) que tocam na podridão da mídia, e tendo como referência o Flamengo. E é essa podridão midiática que quero discorrer algumas palavras nessa coluna.
Todos aqueles que consideram o Flamengo como “queridinho da mídia” ou “time do sistema”, pode ate ter razão, mas isso em tempos passados. Mesmo assim acredito mais que a mídia, (que naquele tempo era praticamente a imprensa) usava o Flamengo para seus próprios interesses do que para favorecê-lo. Basta ver a qualidade técnica e a administração competente de nossa instituição para justiçar o crescimento da Nação nessas épocas.
Atualmente com a consolidação de são Paulo como principal centro industrial, financeiro e comercial do país, toda mídia, inclusive a jornalística se concentrou em São Paulo. A mídia esportiva que tem suas raízes dentro da mídia jornalística não foi diferente. Nesse contexto houve fortalecimento de meios de comunicação e de publicidade paulistas e paulistanos. A TV Manchete, que não teve dinheiro para transferir para são Paulo faliu e a Globo, outra emissora carioca, se integrou ao estilo paulista de ser.
Nesse contexto de dominação do mais forte economicamente sobre o mais fraco, o futebol, a quarta maior economia do mundo, não está de fora.
Podia aqui ate defender o futebol carioca como um todo (mais além de não merecerem essa defesa eles ainda insistem em unir aos “forasteiros” contra o Mengão) ou defender o futebol dos outros estados (mas o pior que a mídia desses estados, pelo menos de alguns, também está ocupada por um banto de fanáticos que em grande parte são “baba-ovo” para a paulistada), porém como sou rubro-negro vou concentrar no mais querido do Brasil.
O que vemos, lemos ou escutamos na maioria na grande mídia esportiva é um conteúdo preconceituoso, pré-são Paulo e anti-Flamengo, na maioria das vezes. TVs paulistas que tem concessões púbicas, portanto serve ao púbico, assim deveria ser igual para todos, dedicam seus espaços, que tem reprodução em todo território nacional, para times de são Paulo, ou até mesmo ao futebol internacional (isso mais tímido), esquecendo a imensa massa apaixonada por futebol brasileiro (os de clube). Mas além de não dar espaço adequado para os outros times, extra-são Paulo, essa mídia coloca jornalistas (torcedores-arrogantes) que não tem conhecimento algum sobre o futebol brasileiro para vomitar suas opiniões e conclusões suja nos lares de milhões rubro-negros espalhado pelo todo Brasil.
A nacionalização da mídia esportiva paulista ou “paulistalização” da mídia esportiva brasileira já esta em curso no Brasil, e seus objetivo é integrar as equipes paulistas com um discurso nacional tentando eliminar os outros, entre eles o principal a ser afetado é o Flamengo. A doutrinação para que a torcida do Corinthians e do são Paulo, especificamente, aumente é um projeto mais ambicioso do que uma simples torcida para eles ou uma velha rivalidade entre Rio-São Paulo é mais do que isso. É um sentimento anti-flamengo e contra todos outros clubes que são contrario a isso.
A instituição FLAMENGO junto com sua Nação teve ficar atenta e responder a altura contra a política dessa mídia, dos clubes paulistas e de todo o grupo que apóia essas investidas desrespeitosas e criminosas atualmente contra o mais querido.
A mídia alternativa rubro-negra é bom começo, mas isso é assunto para outra coluna.
Abraços, saudações revolucionárias rubro-negras e bom final de semana para todos!
Coluna do Sturt