Sexta-feira

Flamengo confirmado para enfrentar o Goiás


O elenco do Flamengo voltou aos trabalhos na tarde desta sexta-feira, no CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande. Em um treinamento coletivo, o técnico Andrade acertou os últimos detalhes na equipe para o confronto decisivo de domingo, contra o Goiás, às 19h30m, no Maracanã.

O treinador rubro-negro escalou a equipe titular com: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Airton, Toró, Willians e Petkovic; Zé Roberto e Adriano. No fim, Kleberson foi testado no lugar de Toró. O time teve boa atuação na atividade e venceu por 2 a 0, gols de Juan e Willians.

Após o coletivo, Andrade elogiou a dedicação dos jogadores e disse que a união e a amizade são as principais qualidades dos grupo rubro-negro.

"Não tenho dúvida de que a união é o nosso diferencial. O grupo está fechado. Num momento de pressão, normalmente acontece o desequilíbrio. Nós vimos acontecer com nossos adversários, e é preciso que sirva de exemplo. Aqui não pode ter esse tipo de problema. É preciso ter equilíbrio e administrar a ansiedade. Vai ser um jogo difícil, mas temos que fazer o nosso dever de casa".

FS com AF

Hino raça amor e paixão NA BATIDA TRANCE E FUNK - DJ JEAN ALPOHIN



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Dinamite gostaria de ver o Fla campeão brasileiro

Valesca fica caidinha pelo Tricréu


Rainha da torcida Raça Rubro-negra, Valesca Popozuda conheceu o mascote do Meia Hora e símbolo da arrancada do Mengão no Campeonato Brasileiro, o Urubu Tricréu, e se apaixonou.

"O urubu é um amor, me apaixonei. Imagine a Rainha do Mengão e o Tricréu juntos. Ele não é fraco, não! E é cheiroso. É meu novo namorado", disse. Tricréu também se encantou. "Depois do campeonato, posso mostrar para ela por que me chamam de Tricréu. Agora, não, que pode dar azar pro Mengão."

FS com MH

Adriano: 'O título brasileiro será meu auge'


Toda noite Adriano dorme pensando no título brasileiro. Os momentos difíceis na carreira, a solidão e a depressão na Itália, o retorno ao Brasil e os 40 dias longe do futebol já não são mais pesadelos. Mas, nem em seus melhores sonhos, o atacante imaginou que estaria perto de seu auge no futebol, como ele mesmo define caso o Flamengo conquiste o Brasileiro. Dos tempos difíceis da infância na Vila Cruzeiro — quando, sem dinheiro, assistia aos jogos do Rubro-Negro em uma televisão no boteco da favela — até os dias atuais, muita coisa mudou, menos uma: a vontade de fazer história no clube do qual é torcedor desde que nasceu.

“Conquistar este título será o auge da minha carreira”, confessou Adriano, ilustrando como tem sido os momentos desde que o Flamengo entrou de vez na briga pelo hexacampeonato. “Sempre que vou deitar para dormir, penso muito nisso. Seria muito importante para mim nessa caminhada. Não imaginava que isso poderia acontecer. Dar a volta por cima é difícil e tenho que me orgulhar disso”.

O orgulho, quando Adriano ainda era criança, muitas vezes não era sentido nas arquibancadas do Maracanã.

“Nem sempre tinha dinheiro para ir aos jogos, então assistia na TV que ficava no bar da favela”, recorda o jogador, que nunca foi de ligar para superstição: “Acredito em Deus, e não que uma camisa, chinelo ou bermuda possa dar sorte”.

De torcedor, Adriano passou a jogador, foi criticado ainda jovem no Flamengo, se transferiu para a Europa, voltou para sua casa rubro-negra e hoje, artilheiro do Campeonato Brasileiro com 19 gols, faz uma comparação entre torcer e jogar. A promessa de um domingão de sol, praia e Maracanã lotado, agora, é visto não como diversão pelo Imperador.

“Fora de campo, a emoção não é tão grande como estar dentro. Como jogador, eu fico ansioso, quero logo pegar a primeira bola, sentir o jogo. E tenho mais responsabilidade”.

Fim das dúvidas sobre o time

Adriano voltou a afirmar que torce para o Botafogo tirar pontos do São Paulo no jogo de domingo. O atacante, porém, enfatiza que o Flamengo precisa fazer sua parte e vencer. Para ele, o time já provou o seu valor. “Nosso time subia, descia, foi criticado e ficamos chateados. Depois, veio a briga para entrar no G4. Agora, é o título. No futebol, nunca se deve duvidar de ninguém”, completa. Adriano é a prova real disso.

FS com ODOL

Mulher Piskadinha01

Dia da Consciência Negra


Professor comenta sobre identidade histórica do Flamengo com o negro

A obra O Negro no Futebol Brasileiro, do falecido jornalista e escritor Mário Filho, ajuda a explicar por que o Flamengo tem tanta identidade com a raça negra. "O Flamengo virou clube do povo quando acabou com e estória de só branco no time. Abrindo as portas da Gávea para os pretos", diz o autor em seu livro, lançado em 1947.

De acordo com Mario Filho, antes de botar um mulato no time, o Flamengo botara um preto: Jarbas. E depois Roberto. "Enquanto o Fluminense trazia para Álvaro Chaves os grandes jogadores do futebol paulista, quase todos brancos, muitos com nome italiano, o Flamengo levava para a Gávea os grandes rubro-negros do futebol carioca, quase todos pretos, Fausto dos Santos, Leônidas da Silva, Domingos da Guia, brasileiros até no nome".

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Segundo o professor Bernardo Buarque, doutor em História Social da Cultura pela PUC-Rio, o Flamengo soube captar os novos tempos que o Brasil vivia nos anos 30 e 40. "O Flamengo mudou a cara do time, incorporando a figura do negro em suas equipes de futebol. Jose Bastos Padilha [presidente do Flamengo] teve participação, contratando jogadores que atuavam em outras equipes. E na Copa de 1938, com a boa participação do Brasil e de Leônidas, o negro passa a ser a também cara do Brasil no mundo. Isso pode ser usado para explicar a popularidade do Flamengo".

No entanto, Buarque ressalva que há pesquisadores que defendem que a introdução do negro no futebol brasileiro veio ainda antes da profissionalização nos anos 30 – tese de Mario Filho. "Essa versão tem sido questionada. Já no final dos anos 10 aparecem jogadores com fenótipos negros", diz Buarque.

De acordo com o docente, que lecionou cursos de História Social do Futebol na UFRJ e no ano que vem será professor da Fundação Getulio Vargas, o pioneirismo do Vasco, na utilização de negros em seu elenco, pode ser relativizado. "O Vasco tinha uma outra cultura clubística – era uma relação patrão e empregado que era trazida dos negócios para o futebol. O Flamengo, quando contratou jogadores negros, não tinha essa relação patronal".

Para Bernardo Buarque, que fez pós-doutorado na Maison des Sciences de l’Homme, em Paris, com uma etnografia das torcidas do Paris Saint-Germain, a torcida do Flamengo teve a capacidade de transformar um apelido depreciativo, o de urubu, de conotação racista, em algo positivo, invertendo o que era chacota.

Torcedor do Flamengo, desses que em outros tempos se aventurava a seguir o time em jogos em outras cidades, Bernardo Buarque acredita que ainda há tabus a quebrar. Entre eles, o fato de poucos técnicos brasileiros, nas equipes de elite, pertencerem à raça negra.

"É tão raro que um técnico negro faça sucesso que, sem duvida, os resultados de Andrade nesse campeonato brasileiro têm um peso simbólico. É importante que seja assim", completa.

FS com AF

Quinta-feira

NAÇÃO JÁ PREPARA O CORO: Obina vai voltar, Obina vai voltar...


E o Anjo Negro deve retornar à Gávea. Após o incidente com o zagueiro Maurício, nesta quarta-feira, que culminou sem seu desligamento do Palmeiras, Obina poderá reaparecer no Flamengo em 2010. Nesta quinta-feira, um dia após a confusão, o vice de futebol rubro-negro, Marcos Braz, disse que o jogador será recebido no clube de braços abertos em janeiro.

Apesar da receptividade, o dirigente disse que não é a hora de pensar nisso, já que o time briga pelo título Brasileiro. Para Braz, se o contrato do atacante for rescindido pelo Palmeiras, ele estará de Férias.

"O momento não é para tratar disso, temos que ter cuidado para não virar oba-oba. Mas em janeiro o Fla, que sempre o acolheu muito bem, estará de portas abertas para ele", disse Braz.

Quem também comentou o episódio foi Toró, um dos melhores amigos de Obina.

"Fiquei surpreso, porque o Obina é uma mãe. Ele é um cara muito tranquilo e, para ter tido essa reação, deve ter sido algo muito sério. Mas isso não apaga tudo o que ele já fez no futebol", falou o meia

O empréstimo de Obina ao Palmeiras terminaria dia 31 de dezembro. O contrato com o rubro-negro vai até o mesmo dia, só que de 2010.

FS com ODOL