segunda-feira

Na saída de Íbson, o recomeço de Zé Roberto


Jogador quer espaço no coração da torcida do Fla, após as frustradas negociações com Cruzeiro e Botafogo

Com a saída de Íbson, Zé Roberto quer provar não só ao técnico Cuca como à torcida do Flamengo que chegou a sua vez. A intenção é deixar no passado as ‘quase negociações’ com Cruzeiro e Botafogo e mostrar que lhe sobra vontade de defender o rubro-negro.

Para o jogo de domingo, contra o São Paulo, o treinador não terá no meio-campo Kléberson, suspenso, e talvez, Toró, machucado. Com isso, Zé Roberto, que teve atuação elogiada por Cuca após o triunfo sobre o Vitória, deve ser mantido no time titular. Foi ele quem sofreu o pênalti que Íbson desperdiçou no segundo tempo.

“Lamento que essa chance tenha aparecido devido aos desfalques, mas quero entrar para não sair mais”, diz Zé Roberto, que ainda ficou duas semanas parado devido a um problema no siso e não entrava em campo desde o dia 7 de junho, contra o Sport, no final do segundo tempo.

No início da semana passada, Zé Roberto se reuniu para uma conversa franca e expôs sua vontade de ficar no Flamengo ao técnico Cuca, ao vice de futebol Kléber Leite e ao diretor de futebol Plínio Serpa Pinto. Os dirigentes também ficaram satisfeitos com a conversa e tudo indica que o nome de Zé Roberto não será mais ‘rifado’.
Para isso, o meia — que chegou à Gávea com o prestígio de camisa 10 e hoje veste a 26 — sabe que precisa ter uma sequência de boas atuações.

“O jogo contra o São Paulo é uma boa oportunidade de me sair bem. É um time forte, o estádio vai estar lotado... É um clássico em que quero também resgatar a confiança do treinador”, planeja Zé Roberto.

Sábado, após vencer o Vitória por 2 a 1, no Engenhão, Cuca comentou sua possível formação para o clássico no Morumbi: “O Zé entrou bem, provavelmente devo mantê-lo, e colocar o Fierro para jogar desde o começo. Quero trabalha-lo bem para ele iniciar o jogo”, adiantou o treinador, que também não terá o volante Airton, suspenso.

EM TOM DE DESPEDIDA

A possibilidade da saída de Íbson já faz o zagueiro Ronaldo Angelim lamentar a falta do amigo: “É o jogador com quem a gente mais brinca, ajuda bastante no meio-campo e joga como se fosse um camisa 10”.

[O Dia]

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