quarta-feira

Fla encara os tribunais do esporte



Apesar das diversas denúncias na esfera desportiva, clube não atribui fatos a suposto nervosismo


Nas próximas semanas, o Flamengo terá uma série de compromissos importantes também fora das quatro linhas. O Rubro-negro irá defender Ibson - que será julgado na próxima quinta-feira, dia 26 de março, por sua expulsão contra o Duque de Caxias -, Leonardo Moura, Willians e o técnico Cuca - todos expulsos no clássico contra o Vasco -, além do Presidente Márcio Braga, que será julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por declarações dadas à imprensa. As datas das sessões ainda não foram marcadas (com exceção à de Ibson), mas um questionamento já vem à mente: com denúncias referentes a diferentes níveis do clube, isso não seria um indício de que os nervos estão à flor da pele na Gávea?

Não para o técnico Cuca. O treinador discordou de alguns comentários feitos pela imprensa após o confronto com o Vasco e condenou o que considera um excesso de rigor da arbitragem carioca.

“A gente é obrigado a ler e ouvir que há um descontrole no Flamengo, mas é fácil formar uma opinião e expressá-la sem que a mesma condiza com a verdade. O Vasco teve três jogadores expulsos, e não dois, como o Flamengo, e não se fala em descontrole da parte deles. Mas se você fala em erros de arbitragem, amanhã ou depois, é punido. Não sei se isso é certo ou não. Mas o árbitro do clássico poderia ter mostrado mais jogo de cintura. Ele não precisaria expulsar nenhum daqueles jogadores”, comentou o técnico, que foi retirado de campo por ter supostamente xingado o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos, conforme relato na súmula.

Durante entrevista concedida na última terça-feira, dia 24 de março, Cuca negou que tenha proferido as palavras citadas pelo dono do apito, afirmando ainda que as imagens da televisão o ajudarão a se livrar de uma possível pena no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD/RJ).

Quanto a Willians e Leonardo Moura, os dois também deverão ir a julgamento por conta do relato de Luiz Antônio Silva dos Santos na súmula. O primeiro foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, quando cometeu falta sobre Carlos Alberto, e o segundo deixou o campo mais cedo ao receber o cartão vermelho direto, por conta de um carrinho em Ramon.

Em sintonia com o técnico Cuca, o capitão Fábio Luciano também acusou a arbitragem carioca de ser muito rigorosa e, por vezes, injusta. De acordo com o zagueiro, é difícil para os jogadores se adaptarem a critérios tão diferentes aplicados pelos árbitros nas diversas competições nacionais.

“Está havendo um rigor excessivo no Campeonato Carioca, enquanto que em outros campeonatos, é diferente. Você vê a arbitragem apitar a Copa do Brasil de um jeito, o Carioca de outro, depois vem o Campeonato Brasileiro, também diferente”, avaliou.

Fábio Luciano lembrou ainda de outras passagens do Rubro-negro no TJD/RJ este ano, inclusive a sua, quando foi punido com uma partida de suspensão.

“Não digo que não errei, mas, às vezes, são coisas ditas ali, no calor do jogo, e creio que falta um pouco de sensibilidade aos árbitros. No lance do Aírton, foi uma falta em que poderia nem ser dado o cartão amarelo. Quanto ao Willians, ele fez três faltas, mas nenhuma violenta, que pudesse apresentar descontrole. A jogada que originou a expulsão do Léo Moura é interpretativa. No meu modo de ver, está havendo muito rigor”, concluiu.

O capitão rubro-negro foi julgado no dia 11 deste mês por conta de xingamento ao árbitro da semifinal da Taça Guanabara, em jogo conta o Resende. Expulso no mesmo confronto, Aírton conseguiu ser absolvido na sessão. Ainda em denúncia relativa a essa partida, o vice de futebol, Kleber Leite, foi absolvido de se manifestar de forma desrespeitosa.

Em relação a Márcio Braga, a defesa do Flamengo conseguiu um efeito suspensivo na última segunda-feira, dia 23 de março, da decisão do TJD/RJ, que suspendeu o Presidente rubro-negro por 1.440 dias. Agora, o clube aguarda a marcação da data do novo julgamento, no STJD.

[JD]

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