domingo

Um craque do Maracanã


Maior artilheiro da história do Maracanã, com 333 gols, Zico voltou ontem à noite ao estádio para receber uma bela homenagem: a inauguração de uma estátua no Hall da Fama, em que o Galinho aparece dando um voleio.

“Era a jogada que eu mais gostava de fazer. Quem foi goleiro naquela época sabe o quanto sofreu comigo com essas jogadas”, lembrou Zico, que se emocionou e quase chorou com a homenagem, ao lado da mulher, Sandra, dos filhos, Thiago, Bruno e Júnior, do neto, Felipe, e do irmão Edu.

A obra foi confeccionada pelo cenógrafo Abel Gomes, que elaborou também a árvore de natal da Lagoa Rodrigo de Freitas.

"Na verdade foi muito difícil conseguir reproduzir esse movimento. Tive que fazer uma longa pesquisa. Quebrei muito a cabeça para fazer a estátua com o movimento favorito dele", disse.

O Galinho adorou e elogiou a obra de arte.

“Ele deve ter pego a foto do meu gol de voleio no jogo contra a Nova Zelândia, pela Copa de 1982, para fazer a estátua”, comentou Zico, aprovando a obra: “Gostei muito, ele teve o cuidado até com o dedo polegar que parecia indicar onde a bola iria”.

A inauguração da estátua contou com a presença de ex-jogadores, como Jorginho, Charles Guerreiro e Júlio César Urigueler, além de rubro-negros famosos como Sandra de Sá e Ivo Meirelles.

“Fiquei muito feliz porque foi a torcida do Flamengo quem pediu essa estátua”, completou Zico, comentando a marca de 333 gols no estádio: “Sempre diziam que eu era jogador de Maracanã, craque do Maracanã, que só rendia bem no Maracanã. Mas eu não encarava isso como uma crítica e sim como um elogio porque estavam dizendo que eu era jogador do maior estádio do mundo”, comentou.

FS com ODOL

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