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sábado

Histórias de superação dão impulso ao Flamengo


Os problemas viraram solução, do goleiro ao ponta-esquerda, como se diz na linguagem do futebol. O Flamengo tem em sua escalação jogadores que foram questionados, enfrentaram problemas pessoais e profissionais, venceram adversidades dentro e fora de campo, driblaram a desconfiança e integram o time da volta por cima. Para Andrade, é resultado da força do grupo.

“Temos um grupo forte, que superou todas as adversidades. O Maldonado e o Alvaro chegaram num momento de turbulência e o time se ajustou. O Toró entrou muito bem. Confio em todos eles”, analisou o treinador.

Cada jogador foi obrigado a vencer obstáculos, dentro e fora de campo. Com Cuca, técnico anterior, a relação foi desgastada e o grupo parecia ter as forças sugadas. Com a efetivação de Andrade, o elenco se fortaleceu. “Não tenho dúvidas de que os jogadores jogam por mim. Desde que assumi, percebi isso, talvez pelas minhas conquistas, meu jeito simples de ser. Houve uma química”, disse.

No grupo, além da vitória coletiva, cada um quer coroar a volta por cima com a conquista do hexacampeonato. Adriano é um dos principais símbolos da reviravolta. O atacante voltou ao Flamengo depois de deixar o Internazionale de Milão, deprimido e buscando a felicidade no Brasil. Na partida decisiva contra o Grêmio, o Imperador tem diversas metas: caso ele faça dois gols, chegará aos 200 como profissional e irá se igualar a Zico como maior artilheiro do Flamengo em uma edição de Brasileiro. No momento, ele divide a artilharia da competição deste ano com Diego Tardelli, ambos com 19 gols.

BRONCAS INDIVIDUAIS

Andrade conta que, sempre que percebe a necessidade de fazer cobranças, conversa particularmente com cada jogador, para que não haja exposição diante do grupo. O técnico sabe que, apesar de todas as superações do grupo em 2009, falta mais um ingrediente: o título. “A maioria dos jogadores nunca conquistou um título tão importante. Eles precisam de um algo mais. Será importante para o currículo deles”.

Do céu ao inferno

Bruno: Começou mal o Campeonato Brasileiro e foi acusado de agressão por uma mulher que se diz grávida dele. Cresceu nos jogos mais importantes e chegou a defender três pênaltis seguidos, dois deles em um único jogo.

Leonardo Moura: Teve altos e baixos em campo e na vida pessoal, não conseguindo render o que a torcida esperava dele. Recuperou o bom futebol, dando passes para gols importantes na campanha.

David: Enfrentou a Justiça na briga com o Palmeiras, sofreu séria lesão no rosto e, com a suspensão de Alvaro, deve ser titular no jogo que pode dar o hexacampeonato ao Flamengo.

Ronaldo Angelim: Com a aposentadoria de Fábio Luciano, existia desconfiança sobre o seu rendimento. Manteve-se no time e voltou a transmitir segurança com a entrada de Andrade.

Juan: Ficou machucado durante muito tempo e foi vaiado várias vezes pela torcida. Voltou na reta final e pode entrar para a história do clube com mais um título.

Aírton: Marcado por jogadas violentas, colocou a cabeça no lugar e, aos 19 anos, é titular absoluto.

Torá: Relegado ao segundo plano com Cuca, voltou a ter espaço com Andrade e assumiu a posição do chileno Maldonado.

Willians: Questionado pelo excesso de cartões e faltas duras, mudou de atitude e passou a ser até uma arma importante no ataque da equipe.

Petkovic: Contratado para compor o pagamento de uma dívida do clube, passou a ser a cabeça pensante do time aos 37 anos e um dos craques do Brasileiro.

Zé Roberto: Em baixa, quase deixou o clube no início do Brasileiro. Ganhou confiança com Andrade e brilhou em jogos decisivos.

Adriano: Após afirmar que se aposentaria, o Imperador mostrou que pode ser útil ao futebol. É o artilheiro da competição.

ANDRADE: Considerado eterno interino e ignorado por Cuca, assumiu o cargo de técnico e comandou a histórica arrancada.

FS com ODOL

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