Image and video hosting by TinyPicImage and video hosting by TinyPic

quarta-feira

Flamengo está afogado na crise



Às vésperas da semifinal da Taça Guanabara, o Flamengo tenta respirar em meio à grave crise financeira. Presidente interino em substituição a Márcio Braga, Delair Dumbrosck confirma que a situação é crítica a ponto de promover mutirão com os torcedores para pintar os muros da sede da Gávea.

“Temos que colocar o trem nos trilhos. Não temos dinheiro. Você tem algum aí para me emprestar? Estamos pagando pelos erros do passado, dívidas com Gamarra, Petkovic... A toda hora surge a notícia de que vamos perder um apartamento no Morro da Viúva. Então, para preservar o patrimônio, temos que pagar, e quem perde são os funcionários”, afirma o dirigente.

Delair recorre até mesmo ao apoio dos torcedores. “Estamos tentando conseguir material para fazer um mutirão e pintar a Gávea. Qualquer ajuda é bem-vinda para conseguirmos credibilidade”, destaca.


Ontem, na Gávea, o dia foi de esclarecimentos e confissões, como a do vice de futebol Kléber Leite. “O Flamengo é um Japão pós-guerra. Está tudo bem e aparece uma dívida do Gamarra de R$ 10 milhões, e outras. O orçamento vai para o espaço”, afirmou o dirigente.

Domingo, ainda no vestiário, Fábio Luciano cobrou do dirigente o pagamento dos salários atrasados. Cuca também admitiu que o problema influencia no rendimento do time. Kléber garantiu que o clube deve apenas um mês: “Quitamos o 13º salário e agora só devemos dezembro. Temos dívidas com alguns jogadores em relação às luvas”.

O cartola garantiu que a conversa com Fábio Luciano foi em tom ameno. O capitão disse que não será mais o responsável por cobrar os atrasados. “Conversamos sobre o atraso dos salários e outros assuntos. Quero ajudar o clube. A conversa com os dirigentes foi para buscar soluções, não para cobrar dívidas”, disse o zagueiro.

Problema com Jônatas

Em meio à falta de dinheiro, Cuca comentou sobre a discussão com Jônatas no intervalo do jogo com o Boavista. Apesar de o próprio jogador ter admitido, o técnico preferiu negar e questionar a imprensa: “Quem fala isso quer perturbar o ambiente. Não consigo entender, não tem como blindar. Só acho que vocês (jornalistas) precisam ser críticos e saber se a fonte tem ou não credibilidade. Não tive nenhum problema com o Jônatas”.
Fábio Luciano acrescentou: “Aqui as coisas sempre são aumentadas. Uma conversa vira discussão, a discussão vira briga e briga pode dar até em morte”.

(O Dia)

Nenhum comentário:

Horario