domingo

Executivo do COB critica o Flamengo. Dirigente rubro-negro pede nova postura



COB pede que clubes busquem verbas pela Lei de Incentivo Fiscal



O superintendente de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinícius Freire, criticou a postura dos clubes formadores de atletas olímpicos e falou, em especial, sobre o Flamengo, cujo presidente, Marcio Braga, vem sendo um dos principais críticos do COB.

- O Flamengo não pode receber verbas públicas (por não ter as certidões negativas de débito). O COB sofre controle de TCU, TCE, TCM, Controladoria Geral da União, item por item. As ações do COB, como importação de material, viagens, centros de treinamento, ele (Marcio Braga, que acusou o COB de gastar uma fortuna em administração) chama de ações administrativas. Ele tem o direito de vir aqui ou acessar o site ou ir a qualquer tribunal de contas e ver as ações - diz, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal "O Globo".

Marcus Vinícius Freire afirma também que não concorda com a postura dos clubes que pretendem buscar uma fatia da Lei Agnelo Piva.

- O clube é formador e tem direito de buscar novas fontes de receitas. A gente só não concorda em ele ir buscar numa lei pela qual lutamos durante 15 anos. Quando ela foi criada, eles não estavam conosco. Se eles estivessem (com o COB) lá atrás, a lei teria sido feita de forma diferente. Ela não é decreto-lei, como eles têm dito. Esta é a de Incentivo Fiscal. A Lei Agnelo-Piva foi votada no Congresso. Nossa divergência é que temos uma lei, fazendo muito bem o seu papel, promulgada em 2001. Usada a partir de 2002, ela fez o primeiro ciclo completo de 2005 a 2008. Ela foi feita para COB e Comitê Paraolímpico. Esta Lei não pode pagar atleta, e quem não tiver certidões negativas de débito não vai receber um centavo, de lei alguma.

O superintendente do COB recomenda que os clubes busquem recursos por meio da Lei de Incentivo Fiscal.

- Insistimos que os clubes busquem a nova lei. Nada melhor que a Lei de Incentivo. Minas e Pinheiros captaram, em 2008, mais que nós. São exemplos. Não entendemos a revolta com o COB - completa, em uma clara alusão às declarações do presidente do Flamengo, Marcio Braga .

Em resposta, o vice-presidente de esportes olímpicos do clube rubro-negro, João Henrique Areias, pede uma postura diferente e mais união.

- Ao invés de rebater um artigo que fere a história deste gigante chamado Flamengo, construído pela sociedade e que passa por uma situação delicada, quero apelar aos dirigentes esportivos do Flamengo e de outras entidades, autoridades e aos jornalistas esportivos, que assumamos uma outra postura, baseada no positivismo, na construção e na esperança – diz, em comunicado enviado à imprensa neste domingo

(GE)

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