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terça-feira

À beira de um ataque de nervos



Fla tem melhor campanha, mas a crise é grave: Cuca brigou com Jônatas no intervalo de jogo



Os noventa minutos de titularidade de Jônatas no empate com o Botafogo amenizaram, mas não apagaram a primeira crise de Cuca no seu retorno ao Flamengo. No empate com o Boavista, semana passada, o técnico teve áspera discussão com o jogador, reeditando um desentendimento que os dois tiveram na passagem que o treinador teve pela Gávea em 2005.

No intervalo da partida, Cuca repreendeu Jônatas de forma áspera, cobrando do jogador que ele tinha que dar o seu melhor em campo.

Jônatas bateu boca com Cuca, alegou que estava fazendo o máximo, reclamou e deixou o ambiente tenso, ainda mais por ser querido pelo elenco. O técnico, então, substituiu o jogador, que estava tendo boa atuação na partida.

Abatido, Jônatas deixou o estádio antes do término da partida, mas negou que tenha chorado, como chegou a ser comentado.

“Quem não fica chateado de ser substituído? Conversei com o Cuca muito sério, mas não teve briga, nem chororô. Estava há muito tempo sem jogar, é normal sentir a falta de ritmo. Como não fui sorteado para o exame antidoping fui embora, pois não gosto de assistir ao jogo no estádio”, justificou Jônatas.

Vice de futebol do Flamengo, Kléber Leite teria ficado contrariado com a situação, assim que soube do desentendimento entre o jogador e o técnico.

Antes da discussão, Cuca teve diversas conversas com Jônatas alertando que o próprio jogador é que deveria se ajudar. O episódio da briga no intervalo do jogo contra o Boavista foi amenizado com a escalação do apoiador no empate com o Botafogo.

O contrato de Jônatas se encerra em junho, quando ele provavelmente voltará para o Espanyol. Caso queira ficar com o jogador, o Rubro-Negro terá que desembolsar algo em torno de R$ 5 milhões, o que é improvável diante da grave crise financeira que o clube enfrenta.

MÁRCIO BRAGA OPERA

O presidente rubro-negro operou o coração, passa bem, mas ficará um mês em recuperação. Delair Drumbrosck segue no cargo.

CARTOLA IGNORA ATRASOS

Ontem, um dia depois de Cuca ter afirmado que o atraso de salários influencia no rendimento do time, o diretor de futebol Plínio Serpa Pinto desconversou, não quis comentar o assunto e ironizou. “Não tenho idéia desse assunto, não sei do que se trata. Se o Cuca falou tem que perguntar para ele. Só comento se o assunto for futebol”, afirmou o cartola rubro-negro, que não deu prazo para o pagamento dos atrasados, que somam 13º salário, férias e o mês de janeiro.

A insatisfação do elenco é gritante. Depois do empate com o Botafogo, ainda no vestiário do Maracanã, Fábio Luciano teria cobrado dos dirigentes o pagamento dos atrasados.

Entre os jogadores, o assunto é debatido abertamente e alguns deles afirmam que a situação beira o insustentável. A intenção da diretoria rubro-negra é tentar quitar parte dos atrasados antes da semifinal da Taça Guanabara.

(O Dia)

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