terça-feira

Um dia para ironizar botafoguense



Os botafoguenses tiveram que ter muita coragem e paciência para encarar as ruas, ontem, no Rio. A zoação dos rubro-negros tomou conta da cidade. Logo pela manhã, dezenas de flamenguistas iniciaram uma ‘marcação cerrada’ aos rivais, no Largo da Carioca, no Centro. Quem ousou passar pelo local com a camisa alvinegra acabou sofrendo com as brincadeiras.

Foi o caso do vendedor Denerval dos Santos, que virou motivo de piada, ao lado do amigo e também torcedor alvinegro, o camelô Luciano de Oliveira. “Toma a mamadeira e para com essa choradeira”, brincou Sebastião Anacleto, entre os dois botafoguenses, com uma garrafa PET como mamadeira.

Na Praça da Bandeira, o empresário Mário Rubens Paraíso, o Rubinho, dono do Restaurante R-18, aproveitou para tirar onda com os adversários instituindo como prato do dia, o ‘risoto de pato ao chororô no Fogão’. “Minha mãe brigou dizendo que os alvinegros não viriam mais aqui. Disse a ela que não tinha problema, porque a torcida deles é tão pequena que o prejuízo será mínimo”, brincou.

Apesar do clima de gozação, os flamenguistas também não deixaram a fé de lado. O advogado Pedro Wanderley Neto, o guia de turismo Carlos Gustavo Costa, e o funcionário público Erivan José Queiroz da Silva, amigos e membros da torcida organizada FlaNatal, vieram do Rio Grande do Norte, só para assistir à decisão. Os três, porém, não regressaram ao Nordeste sem antes passar na Igreja de São Judas Tadeu, no Cosme Velho.

“Pedimos com devoção e agora viemos agradecer mais um título”, comentou Carlos Gustavo. “Valeu o cansaço da viagem e o sofrimento na hora dos pênaltis”, completou Erivan. Centenas de rubro-negros passaram na Igreja durante a manhã de ontem.

À noite, a tradicional turma de torcedores do bairro de Guadalupe — os mesmos que ‘velaram’ o Fluminense após a final da Copa Libertadores —, comemorou com churrasco e cerveja o enterro do ‘Glorioso’, com caixão e coroa de flores.

[O Dia]

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