domingo

Agora, só faltam dois jogos para o tri



Flamengo é campeão da Taça Rio

Zagueiro alvinegro Emerson faz contra e dá o título para o Rubro-negro

A esperança da torcida do Flamengo estava em cima do atacante Emerson. Mas foi o xará alvinegro que garantiu a alegria rubro-negra. E a sina continua. O zagueiro chutou contra o próprio gol e fez contra. O Rubro-negro venceu o Botafogo por 1 a 0, neste domingo, no Maracanã, e conquistou a Taça Rio. Com o resultado, os dois clubes disputam a final do Campeonato Carioca nos dois próximos fins de semana (dia 25 de abril e 2 de maio). Flamengo e Botafogo entram em campo em igualdade de condições. Dois empates ou vitórias alternadas pela mesma diferença de gols leva a disputa para os pênaltis.

Com a vitória, o Flamengo manteve a tradição de vencer o rival nos jogos decisivos nos últimos anos. Além da Taça Rio, o Rubro-Negro foi campeão da Taça Guanabara (2008) e bicampeão carioca (2007 e 2008) em cima do Botafogo.

Além do tricampeonato, os rubro-negros estão de olho em outra conquista histórica: a hegemonia no futebol carioca. Flamengo e Fluminense estão empatados com 30 títulos estaduais cada

O título da Taça Rio em cima do Botafogo também foi um alívio para o técnico Cuca. O comandante rubro-negro trocou de lado e tenta fugir do rótulo de vice. A torcida alvinegra chegou a provocar o treinador com o grito de “vice é o Cuca", mas saiu calada do Maracanã. O grito de campeão saiu com força da garganta do treinador.

Agora, o Botafogo tenta não entrar em crise. Além da derrota para o Flamengo na decisão da Taça Rio, na última quinta-feira, o clube deu adeus à Copa do Brasil dentro do Engenhão ao perder nos pênaltis para o Americano.

Flamengo tem mais posse de bola, mas é o Botafogo quem leva perigo

Antes da partida, os jogadores do Botafogo se reuniram para a tradicional foto de campeão. Até os reservas correram para aparecer na imagem que poderia ser imortalizada com o título do Campeonato Carioca. Enquanto isso, poucos metros ao lado, os rubro-negros faziam uma corrente.

Na arquibancada, a torcida alvinegra decepcionou. As cadeiras amarelas não estavam lotadas e o setor branco era dominado pelos rubro-negros. Em campo, o árbitro Luiz Antônio Silva dos Santos foi conversar com Cuca. Os dois tiveram problemas no clássico entre Flamengo e Vasco e o treinador foi suspenso por 30 dias por insultá-lo. O aperto de mão parecia mostrar que o mal-estar fazia parte do passado.

O comandante rubro-negro, aliás, resolveu ficar no banco de reservas apesar de todos os protestos contra a pena alternativa imposta pelo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD/RJ), Antônio Vanderler de Lima, para reduzir os 30 dias de suspensão. Cuca não queria ser obrigado dar três palestras para árbitros de futebol como determinou a sentença.

O Flamengo começou a partida pressionando. Logo no primeiro minuto, Emerson chutou rasteiro para fora. Pouco depois, Juan arriscou da intermediária, mas também sem direção. O Botafogo mostrava uma mudança tática. Fahel ficava mais recuado fazendo a função de um terceiro zagueiro e Leandro Guerreiro atuava como volante.

Mesmo com a maior posse de bola, o Flamengo não conseguia criar chances claras de gol. Foi assim durante todo o primeiro tempo. Kleberson até aparecia bem pela esquerda. Assim como Ibson pelo meio. Mas o time falhava no último passe.

Recuado, o Botafogo explorava os contra-ataques. No primeiro que encaixou, aos 14 minutos, Victor Simões perdeu uma excelente oportunidade. Maicosuel deixou o atacante na cara do gol. Mas o chute saiu errado, fraco, para fora. O jogador alvinegro colocou a mão na cabeça parecendo não acreditar. Já o goleiro Bruno corria para dar uma bronca na defesa.

Cinco minutos depois, o Botafogo novamente por pouco não fez o primeiro gol. Após falha de Willians, a bola sobrou para Maicosuel na área. O chute foi no canto direito de Bruno e parou na trave.

O jogo, então, esfriou. As torcidas também ficaram em silêncio na arquibancada. Muitos passes errados, faltas e pouca emoção. Só aos 42 minutos uma nova chance de gol. Falta na intermediária para o Botafogo. Juninho soltou a bomba e a bola passou muito perto do ângulo esquerdo de Bruno, que pulou assustado.

Segundo Tempo

Kleberson tenta concluir para o gol de Renan As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações. Mas a história da partida parecia diferente. O Flamengo, mesmo sentindo a falta de um meia para criar jogadas de perigo, passou arriscar mais chutes de fota da área.
Aos sete minutos, Juan cruzou e Emerson foi seguro na área pelo zagueiro Juninho. O árbitro ignorou o pênalti que aconteceu fora do lance. Aos 15 minutos, Kleberson arriscou de fora da área. Renan pulou no canto direito e espalmou. Foi a primeira defesa difícil do goleiro na partida.
A pressão rubro-negra era grande e a torcida apoiava o time. O gol saiu aos 17 minutos. Juan sofreu falta de Alessandro. Após a cobrança, o atacante rubro-negro Emerson cabeceou para a pequena área e o xará alvinegro foi tentar cortar e acabou tocando a bola contra o próprio gol. Flamengo 1 a 0. Logo após o lance, o juiz Luiz Antônio Silva dos Santos fez questão de mostrar para o quarto árbitro que daria gol contra para o zagueiro Emerson, do Botafogo.
Após o gol, Ney Franco resolveu mudar. Renato e Gabriel entraram no time no lugar de Fahel e Léo Silva.

Ficha técnica:
FLAMENGO 1 x 0 BOTAFOGO
Bruno; Aírton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians, Kleberson, Ibson (Toró) e Juan; Zé Roberto (Erick Flores) e Emerson (Josiel).
Técnico: Cuca.

Renan, Emerson (Túlio Souza), Juninho e Leandro Guerreiro, Alessandro, Fahel (Renato), Léo Silva (Gabriel), Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo e Victor Simões
Técnico: Ney Franco.
Gols: Emerson (contra) aos 17 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Emerson, Ibson (Flamengo); Reinaldo, Alessandro, Maicosuel, Emerson (Botafogo).
Cartão vermelho: Thiaguinho (Botafogo)
Público: 78.395 pagante / 83.359 presente
Renda: R$ 1.456.470,00
Estádio: Maracanã.
Data: 19/04/2009.
Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos.
Auxiliares: Ediney Guerreiro e José Luiz Roxo.

[GE]

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