segunda-feira

Derrota respinga nos centroavantes: ‘Time carece de matador’, diz presidente



Delair Dumbrosck aprova chegada de Emerson e garante sobrevida ao técnico Cuca, mas fala em mudanças no Flamengo



Se Obina e Josiel tinham dúvida de que não desfrutam de muito prestígio no Flamengo , as declarações do presidente Delair Dumbrosck no início da tarde desta segunda-feira trataram de confirmar a impressão.

Na última semana, o dirigente afirmou que gostaria que houvesse mais critério no Rubro-Negro na hora das contratações. A derrota por 2 a 0 no clássico contra o Vasco mostrou o tamanho do problema.

- Quando falo que precisamos de mais critério, ficou bem claro ontem (domingo). O time carece de um centroavante matador – afirmou, por telefone.


Josiel fez seis gols neste ano, mas em todas as partidas que foi titular o técnico Cuca preferiu substituí-lo. Contra o Vasco, Obina entrou no intervalo e completou 12 jogos em 2009 sem balançar as redes.

Nesta segunda-feira, o Flamengo apresenta Emerson, 30 anos. O jogador assina contrato até o fim do ano, mas há possibilidade de o clube rescindir depois de quatro meses. O centroavante estava no Qatar, onde era o jogador mais bem pago do país.

Ao contrário de Marcio Braga, que não opinava nas contratações, Delair tomou posição diferente e gosta de participar das decisões tomadas no departamento de futebol. Confira a entrevista do presidente rubro-negro.

GLOBOESPORTE.COM: O Flamengo apresenta hoje o Emerson, jogador pouco conhecido no Brasil, mas com enorme cartaz no Oriente Médio. Ele faz parte da nova filosofia de contratações?
Delair Dumbrosck: Antes, o departamento de futebol tinha liberdade para contratar quem quisesse. Agora, tudo passa pela presidência. E o Emerson foi um nome discutido. Ele vem com um contrato de risco e muito bem recomendado por Leão, Zico...

Mas qual foi o critério utilizado, por exemplo, para se desfazer do Diego Tardelli e do Vandinho, que têm feito gols no Atlético-MG e no Sport, e manter os atuais centroavantes?
Isso é um problema do técnico. Ele que decide. Mas essa questão de fazer gol fora do Flamengo é subjetiva. O Dimba veio para cá como maior artilheiro do Brasil e não fez nada. Com o Souza foi parecido. Por outro lado, trouxemos o Everton Silva para a lateral e o menino está muito bem. Quem esperaria que teríamos esse retorno com ele?

Para o presidente, ainda há clima para o Cuca permanecer no cargo?
A análise do rendimento do técnico é do departamento de futebol. Vou cobrar do vice-presidente. Mas precisamos de tranquilidade. Quando você casar, verá que não adianta separar depois de cada briga, cada crise. Se for assim, vai casar e descasar todos os dias. O mesmo vale para o futebol. Não adianta demitir todo mundo depois de uma ou duas derrotas.

Há quem diga que a “vida útil” desse elenco chegou ao fim. O desgaste com a torcida é cada vez maior e vem desde os vexames de 2008. Chegou a hora de uma profunda reformulação? Essa semana vou convocar uma coletiva e vamos colocar diversas posições sobre o futuro do clube.

Então vai haver reformulação?
Não posso falar isso agora. Tudo tem seu momento, eu estou acompanhando de perto. O mais importante é que os jogadores saibam que desejamos esse penta-tri (quinto tricampeonato carioca da história do Flamengo). Eu quero ganhar esse título e eles são nossos sócios nesta parceria. Todo mundo tem a sua culpa pelo momento atual.

Então o senhor planeja uma reunião com os atletas? Acho que vou lá bater um papo, sim. Contar um pouco da história e mostrar que, se formos campeões, todo mundo vai lucrar.

[GE]

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