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quinta-feira

A bolha do futebol



Acreditem: o Flamengo, na maior pindaíba, até hoje não recebeu do Corinthains os US$ 200 mil referentes ao percentual que detinha nos direitos federativos do volante Christian, negociado em setembro de 2008.

Um absurdo, não é mesmo?

“Não”, me confidencia um dos bombeiros que tenta apagar o incêndio financeiro de uma Gávea em chamas.

Ele me conta que em julho do ano passado o próprio Flamengo fez das suas ao vender o atacante Souza para o Panathinaikos, da Grécia, por 3 milhões de euros — cerca de R$ 7,4 milhões.

Só que 1,8 milhão de euros (aproximadamente R$ 4,4 milhões) deveriam ser repassados ao Marítimo, de Portugal, detentor de 40% dos direitos econômicos.

E o que fez o Flamengo?

“Gastou todo o dinheiro e não repassou a parte do clube português”, revolta-se o informante, contando que o caso não parou por aí.

Ao tomarem ciência do negócio, representantes do Marítimo vieram ao Brasil, ameaçando denunciar o caso à Fifa — o que poderia gerar severa punição ao Flamengo.

Aqui, depois de muita conversa, os rubro-negros assinaram a confissão de dívida se comprometendo a pagá-la em dez prestações de US$ 180 mil, parcelas cujo dinheiro os portugueses não viram até hoje.

Este é apenas um caso dos muitos não quitados no mundo do futebol, onde a falta de responsabilidade civil dos envolvidos alimenta a ciranda que acaba justificando a fábula criada pelo inveterado Vampeta.

“Eles fingem que pagam e eu finjo que jogo...”

(Gilmar Ferreira/Extra)

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