Contra o Sport, sábado, no Maracanã, Íbson fez quatro cruzamentos, dois certos, dois errados. Desarmou corretamente em quatro oportunidades, deu dois dribles, fez quatro faltas, sofreu duas, finalizou uma vez. Acertou três lançamentos, errou um.Números do Footstas que evidenciam o que se viu em campo, ou seja, uma razoável atuação. Corretamente substituído por Caio Júnior, deu lugar a Vandinho (foto), autor de uma assistência para Juan e do gol da virada (2 a 1) sobre o campeão da Copa do Brasil.
Mas Íbson saiu fazendo cara feia. Ele comumente age assim. É mais um pseudocraque fabricado pelos que forçam a barra por tudo o que acontece no Flamengo. E aí temos de torcedores, corneteiros da Gávea e dirigentes, até parte da imprensa que faz oba-oba com as cores rubro-negras.
É fácil fazer média com torcidas numerosas. Por isso os jovens que surgem nas divisões de base flamenguistas são quase sempre “geniais”. Pela mesma razão o Corinthians sobra na Série B e tem, de muita gente, tratamento de timaço, como se duelasse com esquadrões, e não times da segundona.
A cena, ridícula, do camisa sete rubro-negro deixando o gramado com cara de poucos amigos já foi vista algumas vezes, como na derrota para o São Paulo (0 a 2 no Morumbi) e na decisão do Estadual do Rio. Naquela oportunidade, ele sequer ficou no banco com os companheiros ao ser sacado por Joel Santana.
A TV ainda flagrou Íbson na escada que dá acesso ao vestiário, de banho tomado e roupa trocada, enquanto a torcida e os demais jogadores festejavam o título sobre o Botafogo. Provavelmente nem viu os gols. Mas e daí? Ele não estava mais em campo, o que importa?
Íbson se acha craque. Não é mais do que um bom meia que pensa jogar mais do que é capaz. Hoje não tem mercado na Europa, foi encostado no Porto (foto) e segue no Flamengo por absoluta falta de melhores opções no exterior. O argentino Lucho González, por exemplo, é ídolo dos dragões.
Cabe à diretoria dar suporte ao técnico Caio Júnior diante da marra do meio-campista. Técnicos daqui e do exterior como Muricy, Luxemburgo, Mano, Scolari, Mourinho jamais tolerariam tais atitudes. No Porto, Jesualdo Ferreira simplesmente não o quis. Dá para entender o português, não?E você, o que acha do comportamento de Íbson? O que faria diante de suas reações intempestivas sempre que é substituído?
(Blog do Mauro Cezar Pereira - Espn Brasil)











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