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Família reunida para ver a ‘despedida’ de Ibson, o rubro-negro maluco



Seu Laís se emociona ao falar da paixão do filho pelo Flamengo: ‘Ele já deixou muito dinheiro para trás por causa do clube’


O sorriso fácil vai desaparecer por alguns instantes neste sábado. A felicidade se transformará em ansiedade quando Ibson colocar o uniforme para disputar sua 184ª partida pelo Flamengo contra o Vitória. Não será apenas um jogo. Pode ser o último.

Há quem ouse duvidar que não existe mais “amor à camisa” no futebol. Não tente dizer isso perto do pai do camisa 7 rubro-negro. Depois de dois anos em Portugal, trocou a tranquilidade e os salários em dias da Europa pela paixão.

- O Ibson é maluco, completamente maluco. Ele vai pelo amor ao Flamengo e já deixou muito dinheiro para trás por causa disso. Esse menino precisa ser valorizado – disse o pai, Laís Silva, sem esconder a emoção.

Na escala de pagamento do Rubro-Negro, Ibson está longe do topo. Tem o sétimo ou oitavo salário do elenco. Pouco para quem personifica a simbologia do “jogador-torcedor”.

O contrato de empréstimo termina no domingo. A proposta para comprá-lo do Porto foi oficializada. Há participação de diversos investidores, inclusive circula na Gávea que o botafoguense Eike Batista é um deles. Mas há quem aposte que o empresário Eduardo Uram tem uma proposta em mãos uma proposta “irrecusável” da Europa.

Por via das dúvidas, Laís viaja a Portugal na próxima quarta. Pretende ajudar o Flamengo na empreitada. Se obtiver êxito, terá de se desfazer de um apartamento mobiliado e dois carros luxuosos na cidade do Porto. Tudo em nome do amor.

- Eu sou apaixonado pelo Flamengo. Mas o Ibson é mais, muito mais. Não adianta nem tentar mudar a opinião dele – explicou o pai.

Neste sábado, Ibson pediu para a esposa, Cinthia, levar o filho Júnior ao jogo. Laís também se esforçará para não perder a partida. Ele foi a Campinas observar um jogador de 15 anos e voltará no voo de 15h para acompanhar a possível despedida.

- Ele me fez um pedido especial para ficarmos juntos nesta hora. E eu estarei lá. Levarei meu remédio para o coração (em 2008 Laís fez uma angioplastia) para poder aguentar a emoção – afirmou.

[GE]

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