terça-feira

Decadência do xodó Obina: de melhor do que Eto’o a seis meses de jejum de gols



Outrora exaltado pela torcida, baiano deixa o Flamengo rumo ao Palmeiras pela porta dos fundos da Gávea e sem deixar saudades nos rubro-negros


A última imagem: cabisbaixo e com cara de desaprovação, Obina deixa o campo do estádio Bruno José Daniel substituído por Erick Flores. O último som: vaias, muitas vaias da torcida do Flamengo na vitória por 2 a 1 sobre o Santo André. Nesta segunda-feira, pelo menos momentaneamente, chegou ao fim a trajetória do baiano na Gávea.

Depois de mais de quatro anos, o empréstimo para o Palmeiras até o fim de 2009 tem significado de alívio. De parte a parte. No próximo sábado, ele completará seis meses sem balançar as redes.

Foram 17 jogos de esperança, vaias, oportunidades desperdiçadas e desgaste. Em Fortaleza, poucas semanas antes de se transferir, o atacante confidenciou:

- Preciso sair. Está na hora. Vai ser melhor para todo mundo.

A era Obina no Flamengo
Estreia: Flamengo 0 x 2 Ceará (13/4/2005)
Jogos: 180
Gols: 47
Títulos: Copa do Brasil (2006) e Campeonato Carioca (2007/2008/2009)

Por mais que tentasse reviver os dias em que foi saudado pelos flamenguistas como “melhor do que Eto’o”, a ansiedade e outros fatores o impediam. Em 180 jogos, Obina fez 47 gols.

Muitos deles importantes. A começar pelo que marcou na final da Copa do Brasil contra o Vasco, em 2006. A lesão no joelho que sofreu no início de 2007 impediu uma transferência iminente para o futebol russo.

Ao retornar, foi decisivo na final do Estadual de 2008. Coleciona quatro títulos desde que chegou à Gávea. Mas...

- Ele estava sem clima aqui. Esse empréstimo o valoriza e ajuda a todo mundo – explicou o vice-presidente de futebol do Flamengo, Kleber Leite.

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