sexta-feira

Operação tapa-ouvidos




Cuca toma medidas para tentar evitar que os problemas do Fla venham à tona


Cuca começou a implantar na Gávea a operação tapa-ouvidos, para tentar fazer o que nenhum outro treinador ainda conseguiu: evitar que problemas internos, discussões e conversas entre jogadores venham à tona. Agora, além de se preocupar em dar padrão para o Flamengo, o treinador tomará algumas outras medidas.

Depois do bate-boca entre Bruno e Andrade na pelada de terça-feira, o técnico ameaçou até mesmo suspender as recreações em vésperas de jogos. “Caso o treino de dois toques esteja prejudicando, dando encrenca, acabo e faço um treino tático”, ameaçou o técnico.

O treinador também pedirá que cinegrafistas e fotógrafos que trabalham no gramado da Gávea tenham uma área delimitada.

“Não existe blindagem no Flamengo, parece que todo dia tem um problema, as coisas ficam do tamanho de um Maracanã. Os fotógrafos e cinegrafistas ficam próximos e assistem a uma dividida, ouvem um palavrão, o que é normal, e levam ao conhecimento de 40 pessoas. Se for preciso, vamos demarcar área”, frisou.

Vários treinadores que passaram pela Gávea reclamaram do mesmo problema e não encontraram soluções. Ontem, Cuca conversou ao pé-do-ouvido, do assessor de imprensa até o supervisor de futebol, passando pelos jogadores do elenco.

Outra orientação para tentar esfriar o caldeirão da Gávea é evitar que jogadores concedam entrevistas logo depois do jogo, pois ele considera que os atletas estão de cabeça quente.

Enquanto Cuca tenta tapar os ouvidos alheios, Josiel revelou que até nas orações feitas antes dos jogos, um dos pedidos nas preces é para que tantos problemas que acontecem na Gávea sejam esquecidos momentaneamente.

“Na reza antes das partidas, conversamos e falamos que temos de esquecer de tudo, pois nós é que estamos dando a cara para bater”, disse o atacante.

(O Dia)

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