domingo

Júlio César: 'Uma vez Flamengo, sempre Flamengo'



A distância não apaga um verdadeiro amor. Mesmo há quatro anos na Itália, Júlio César acompanha as notícias do Flamengo pela Internet, e sempre que encontra um ex- companheiro procura saber como estão as coisas no clube. E parece que nada mudou desde quando saiu de lá: os salários continuam atrasados, os jogadores insatisfeitos, e a torcida ainda mais exigente e sedenta por títulos nacionais.

O goleiro, que cresceu nas divisões de base do clube, de onde saiu em 2005, é “eternamente grato ao Flamengo” e faz planos grandiosos para sua volta: até presidir o ‘Mais Querido’. Mas muita água teria de rolar embaixo da ponte rubro-negra para o goleiro tomar atitude tão corajosa.

“Adoraria trabalhar na presidência, porque gosto muito do Flamengo, mas por tudo o que vivi lá e pelas coisas que venho ouvindo, acho difícil pensar nisso agora”, desconversa.

Num papo com o lateral Juan, quando foram convocados para enfrentar o Chile, ficou triste ao saber que o clube enfrenta os problemas financeiros e políticos de sempre. Ele falou de seu desejo de ajudar o clube, até financeiramente.

“Mas foi coisa da boca pra fora. Porque não ajudaria com dinheiro já que tem muita gente ali que não soma nada e só atrapalha o clube”, esbraveja Júlio César.

De positivo, ele destaca o trabalho de Bruno, “um goleiro de personalidade”, tecnicamente bom e que vem mantendo a regularidade, e o carinho da torcida, que nunca o esqueceu.

“Quero mandar aquele abraço a todos os brasileiros, rubro-negros ou não, que curtem um bom trabalho”, afirma.
Júlio César é assim: agrada a todos os torcedores.

[O Dia]

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